A arte da comunicação e do entendimento.

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A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Rayner em Sex Maio 29, 2015 7:34 pm

O PODER DA "BOA" COMUNICAÇÃO

"Quem não souber se comunicar sofrerá muito nos próximos anos..."

"É difícil quando você fala 'a' e alguém entende 'f, g, n, e z'.  Completamente diferente de tudo aquilo que você queria verbalizar ou pensou.  Tentar explicar só vem a piorar as coisas.  O que parecia simples, torna-se embaraçoso e você sente que está falando sozinho.

A verdade é uma só: as pessoas se entendem cada vez menos... mas qual o motivo?

Situações como essa se agravam a cada dia que passa, tornando mais complicado encontrar pessoas que:

- falem com fluência e clareza;
- falam de forma concisa e sem erros de português; e
- que sabem escrever e conversar de forma profunda, com bom embasamento.

O resultado são as constantes divergências de entendimento, o que gera estresse entre os interlocutores.

Quem não souber se comunicar bem sofrerá muito nos próximos anos."

Jorge Sabongi
_

Semana passada, eu respondi um tópico em um fórum, (vamos dizer que eu disse 'a') mas certas pessoas entenderam 'f, g, n, e z'. Elas entenderam tudo menos o que eu disse!

Hoje mesmo, eu respondi a um tópico em um tal fórum sobre "O que vc acha do aborto?". E eu respondi:

- Não apoio! Se ela não quisesse ter filhos ela iria mandar o cara usar camisinha, ou ela ia tomar preservativos ou então ela simplesmente não iria fazer. Ela ta tirando a vida de uma pessoa sem falar que ela pode tirar a propria vida. Que pensasse 2 vezes antes de brincar de esconder o mico. (Pessoas maldosas entenderão)

Galera, o individuo que perguntou sobre o aborto me respondeu assim:

-
Se ela não quisesse ter filhos ela iria mandar o cara usar camisinha


Que machismo. Então a mulher é sempre a culpada?
E quanto aos estupros?
__
Eu não respondi em momento algum que ela é culpada, mas eu queria que as pessoas pensasse mais um pouco sobre o mundo em que estamos vivendo hoje em dia. Em momento nenhum ele não perguntou nada referente aos estupros. Eu disse apenas o que vejo em reportagens. As mulheres brincam de "esconde-esconde" sem pensar no que aquilo pode causar e depois simplesmente não querem ter filho ou ser portadora de uma doença forte. Claro que o homem tbm é culpado por não se prevenir, mas quem é que gera o filho? Ele ou ela?

Será que é tão dificil de as pessoas entenderem o que eu falo?
---------------------------------------------------------------
Leram num livro, há alguns anos, uma frase que mais parecia uma profecia:

"As pessoas, em sua grande maioria, estão mortas!"

Confesso que achei meio apocalíptico este tipo de mensagem.  O autor que mencionava isso comentava o comportamento das pessoas em relação a sua comunicação umas com as outras.  Sabe aquele tipo de gente que você fala e elas aparentemente, se mostram loooonge?  Não demonstram nenhuma emoção, sequer respondem quando você brinca ou pergunta algo?

Estamos "cheios" de ver gente assim atendendo a caixas de bancos, lojas de shoppings, ou mesmo em telefonemas.  Pessoas completamente apáticas, lacônicas e depressivas.  Apenas olham, não falam uma palavra!

O poder de comunicação destas pessoas é algo que já deixou de existir há muito tempo - se é que algum dia existiu.

Caso 1: Esta semana, fui a uma sorveteria numa praça de alimentação e pedi um sorvete para a moça do balcão. Era aquele do tipo de massa, de sabor maravilhoso: chocolate com amêndoas. Quando ela colocou no copinho e pesou para ver o valor, pedi que pusesse um pouco mais.  Até brinquei: "Vou acabar com todas as moedas que tenho na carteira com este sorvete".  Completamente muda, colocou no copinho e olhou para mim.  Apenas esperando minha reação.  Falei que estava ótimo, que agora estava bom para suprir minha vontade.  Ela limitou-se a dizer: "Dez reais e sessenta!".  Tirei o dinheiro para pagar.  Ela continuou sem dizer uma palavra.  Me deu o troco e fim.  Poder de comunicação zero.  "Será que ela está realmente viva?"  - pensei eu!

Caso 2: Entrei numa loja de roupas alguns minutos depois: perguntei algumas coisas sobre uma peça que estava procurando.  Esta moça, desta vez só respondia: "sim" e "não".  Seu vocabulário, cheguei a conclusão, só tinha duas palavras.

Caso 3: Parei mais adiante em um quiosque de relógios exóticos neste mesmo shopping. Tinham alguns realmente interessantes.  A medida que eu perguntava a atendente sobre um e outro, ela apenas dizia os preços:  "R$ 460,00",  "R$ 280,00", "R$ 310,00".... mais nada.  Nem um comentário adicional ou uma mera simpatia extra.  O sorriso, que é uma comunicação sem palavras, nem em sonho.

Penso comigo: "o que pensam estas pessoas?"

Realmente a frase acima, profetizada do livro, está se cumprindo.  Repare você também quando sair as compras!

O MASSACRE DA LÍNGUA PORTUGUESA

Existe uma outra forma de comunicação que também é algo para se pensar: é um assombro.

Dia desses, ouvi um papo mais ou menos assim:

Locutora: "Ana porque voceis num veio onte?"
Ana: "As menina queria vim prá cá cumigo e eu inté quiria vim também, mais sacumé, né!"

Claro que este é um estereótipo no qual se chega à “incontabilidade” dos erros de português, e, ainda assim, as pessoas se entendem: falam mal, mas se comunicam. Entretanto, se o assunto for um pouco mais complexo, as chances de ruído na comunicação serão grandes.

A gravidade desse tipo de linguagem é tamanha que chega-se às raias do absurdo em se assistir às autoridades perceberem a ignorância de seus cidadãos e nada fazerem para auxiliá-los, sequer providenciam a melhoria do ensino. Pior!!! empurram a culpa para as administrações anteriores, e se quedam inertes, deixando tudo do jeito que está.

A impressão que se tem é que estamos todos brincando de "telefone sem fio": na passagem da mensagem, de uma pessoa para outra, tudo é deturpado.Isso não se restringe a uma classe menos privilegiada: falar, expressar-se mal, está em toda parte.

A internet é um foco permanente de uma comunicação ruim. Adolescentes (que, por sinal, adoram simplificar tudo), estudantes de faculdades, executivos, secretárias, não se esmeram na escrita nem na fala, indo de encontro às regras gramaticais supostamente ensinadas na escola.

Será que tudo está fugindo ao controle?

A maioria dos segmentos se contenta em falar amenidades.  Nada além disso nas conversas.  Essas amenidades fazem você voltar para casa com a sensação de que o dia foi completamente improdutivo, sem nenhum passo à frente.

A quantidade de informações se avoluma cada vez mais: revistas, jornais, livros, internet, mídia...

Quando pequeno, lembro-me de ter visto alguns pescadores puxando uma rede tipo “arrastão”.  Fiquei impressionado com a quantidade de coisas que havia na rede: águas-vivas, peixes pequenos e grandes, restos de peixes desprezados por predadores, ostras, mariscos, bota suja, restos de linha de pescar, camarões, garrafas, uma ou outra lagosta, plásticos diversos, conchas inteiras e quebradas, estrelas do mar... O que mais me deixou perplexo foi o tanto de lixo em meio a tudo isso.  Foi de lá que tirei uma lição de vida: em tudo que fazemos, a tendência é vir coisas boas e um grande número de coisas sem utilidade ou qualificação. Aprende-se bastante com as informações, mas é necessário filtrar o que chega até nós.

Assim, prendemo-nos a tantas amenidades que nos sobra pouco tempo e espaço para fatos e conhecimentos mais nobres. Tudo se torna superficial, inclusive as conversas.

Veja, jogar conversa fora deve ser uma opção, nunca uma predileção.

A "MÁ" COMUNICAÇÃO

Pensar e verbalizar bem é questão de treino. Assuntos que movam a nossa mente, eletrizem os neurônios e façam você sentir o progresso em meio a informações sadias. Quem não valoriza informações sadias, não consegue transmiti-las e tende a permanecer em silêncio (ou criticar quem tenta).

A falta de uma boa comunicação começa na sala de aula.

No final dos anos 70, quando um amigo cursava faculdade, recordo-me que ele disse que pouca gente se dignificava a dar sua opinião em sala de aula.  Faltavam “cabeças pensantes”. Os professores ficavam estupefatos pela falta de iniciativa dos alunos em debater os temas propostos.  E quando alguém se propunha a responder, não conseguia sustentar seus argumentos, se contradizia, perdia o fio central do assunto, e finalizava com devaneios sem fim.  Aqueles que pareciam um pouco mais interessados em algo sério recebiam vaias, gozações e, geralmente, eram isolados do grupo. Eu escutei ele dizendo e fiquei incrédulo à tentativa de extinção de sementes, que poderiam gerar novos pensamentos, novas perspectivas. Somente alguns poucos, com domínio da palavra, mantinham suas idéias numa linha de raciocínio boa o suficiente para concluírem seus pensamentos.

Hoje, essa contabilidade funesta se mantém: os "pensadores" estão cada vez em número menor. Creio que essa estimativa se deve ao fato de, há tempos, as pessoas não sabem mais se comunicar devidamente.

As abreviaturas na Internet demonstram isso. Raros são os que conseguem explicar uma situação de modo sucinto. Dão voltas, devaneiam, não encontram o vocabulário correto... e tudo fica mal explicado.  O que se fala não é, necessariamente, aquilo que se deseja falar. Quem ouve ou lê, se confunde, e de confusão em confusão caminhamos sempre na superficialidade.

Recentemente fui à casa de um casal de amigos.  Seus filhos, na expectativa de se comunicarem com os pais, colocavam o apartamento abaixo.  Pulavam, gritavam, batiam portas, espalhavam brinquedos pela sala, aumentavam o volume da TV (ao ponto de tornar o papo dos adultos impossível).  Tudo isso, visivelmente, buscando chamar a atenção. Os pais agiam como se as crianças não estivessem ali.

A má-comunicação ou a falta dela está deixando as pessoas completamente isoladas, cheias de solidão. E, por mais contraditório que possa parecer, maioria está perdendo o poder da comunicação.

Quantas vezes nos deparamos com pessoas discutindo situações sem nexo?  Parecem que não falam o mesmo idioma. Impressiona-me a quantidade de pessoas que acreditam que o mundo não as compreende.

Ouvi um idoso conseguir descrever a realidade de nossos tempos: "Antigamente, sabíamos onde estavam os loucos: os loucos estavam nos hospícios. Hoje em dia, estão todos soltos e nós os encontramos aonde quer que a gente vá!".  Simples, mas verdadeiro, afinal loucos não conseguem se comunicar com o mundo.

A conclusão é uma só: as pessoas falam mal, expressam-se de maneira pior, escrevem com restrições vocabulares e não têm o domínio da própria Língua, não sintetizam idéias, e, conseqüentemente, têm dificuldades de relacionamentos.  São objetos de estudo para os melhores psicanalistas, pois a falta de bons relacionamentos gera pessoas problemáticas.

Aí me pergunto: como será que essas pessoas conseguirão seu sustento a longo prazo?

O PODER DA "BOA" COMUNICAÇÃO

Em meados dos anos 80, apareceram muitos livros que mencionavam a nova "Era de Informação".  A computação e as telecomunicações revolucionariam nosso aprendizado, devido à velocidade com que as informações chegariam até nós.  Alguns deles eram pessimistas e comentavam que "o preço por toda essa informação seria alto”.  Diziam na época: "o que um ser humano aprenderia em 100 anos no início do século XX será aprendido em menos de um ano".  E o principal: estávamos diante de uma "geração de homens, a longo prazo, empobrecidos".  Quem não assimilasse a arte de se comunicar bem estaria fadado ao fracasso.  O mundo ignoraria, sem dó, as costas essas pessoas.  Eis a nossa realidade!

Se procurarmos a raiz das falhas na educação, veremos que o cerne se encontra no ensino escolar.  Entrar nesta seara é assunto para outro artigo, mas convém advertir que a iniciativa para se buscar uma solução deve partir de nós mesmos.

Não saber se comunicar de forma correta e coerente destrói a mente e as relações sociais do indivíduo.  Afinal, quem consegue ficar perto de alguém que não sabe se comunicar?  Só aquele que também não sabe se comunicar.

Pessoas assim, por terem um horizonte intelectual limitado, geralmente têm flutuações de humor. Sua intensidade e tonalidade de voz também se alternam, criando desconforto para quem as ouve. A personalidade se mostra insegura. Aliando esses fatores à baixa auto-estima, pois elas crêem ser incompreendidas por todos, dá-nos a receita dos excluídos.  O antídoto para esses indivíduos acaba sendo permanecer cada vez mais à frente das telas do computador.

Infelizmente, elas vislumbram apenas o que vêem. Situações um pouco mais complexas dão a elas a mórbida sensação de caminhar nas trevas.

Paradoxalmente, todos afirmam que tudo na vida se resolve com boas conversas. Mas, como se consegue uma boa conversa? Repetimos, consegue-se com treino: treinar argumentos, imaginar situações e conseguir visualizá-las e verbalizá-las.

Quando eu era mais novo, ouvia minha mãe mencionar a palavra "diálogo".  Dizia ela que esta palavra era "a chave para quase tudo quando você tem problemas com alguém ou se encontra numa situação de embaraço" (a propósito, diálogo - do grego diálogos, pelo latim dialogus – 1. Entendimento através da palavra, conversação, colóquio, comunicação. 2. Discussão ou troca de idéias, conceitos, opiniões, objetivando a solução de problemas e a harmonia).

Pode parecer uma visão pessimista o epíteto deste artigo: "Quem não souber se comunicar bem sofrerá muito nos próximos anos", mas diversas situações mostram que esta realidade, em franca expansão, já faz milhares de vítimas.

Duas observações distintas:

1) um enxame de informações nos assolam todos os dias;

2) estamos criando exércitos de pessoas que, pelo fato de não se exercitarem no contato umas com as outras (só se falam por computadores ou de forma abreviada), perdem completamente a noção de espaço, de emoção e de síntese (e não abreviação sistemática) de idéias coerentes.

Exemplo disso foi quando meu amigo acompanhou e me contou sobre um processo seletivo para um cargo administrativo. Os candidatos, em sua maioria universitários, não conseguiam escrever um único parágrafo com coerência de idéias. O Português era incompreensível.  Como não eram persuasivos em suas argumentações,  arrisco dizer que não conseguiriam convencer um indivíduo a comprar garrafas com água no deserto.

Eram exatamente 28 candidatos.  Os 28 não sabiam empregar verbos nos tempos corretos (uma das solicitações da prova). Usavam palavras frívolas; escreviam de forma extremamente coloquial e faltava-lhes riqueza de idéias.  Deram a impressão de que escrever 10 linhas era algo próximo a uma tortura medieval.

Se por um lado, os computadores fizeram milagres na aceleração do conhecimento e da informação instantânea, ainda não conseguiram suprir o desenvolvimento da habilidade nas relações interpessoais. Isso só se aprende com o contato, com o treino, pesquisas e com o aprofundado estudo pessoal com o fator humano. Não basta uma sala de chat ou um contato via Facebook e WathsApp.

A linguagem abreviada e errada tornou as pessoas deveras imediatistas.  Tudo tem que ser e acontecer de forma muito rápida, quase instantânea. A conclusão a que chegam é simples: "o outro entende mesmo... (assim se acredita!), então vou cortar caminho".  Assim, diminuem as frases, as explanações, encurtam as idéias, abreviam demasiadamente as palavras, e tudo se perde num emaranhado sem sentido, composto por pouquíssimas palavras, devidamente digitadas, ou no uso irrestrito de monossílabos.

Essa comunicação ligeira passa a ser o atalho para novos relacionamentos. É fácil entender:  as pessoas idealizam seres perfeitos quando não podem observá-los no cotidiano.  Verdadeiros entes sobrenaturais, irretocáveis.  Quando há o contato pessoal, a realidade frustra toda a fantasia formada e acontecem os desapontamentos.

O que ocorre é mais ou menos isso: cada um se expressa da maneira que acha correta, ainda que não sejam tão corretas assim, e o interlocutor entende da forma que quer entender. Não há um trabalho em se escolher o termo adequado ou a frase mais clara.

Como o conhecimento não é um valor estático, mas dinâmico, ou as pessoas estão subindo ou estão descendo. Assim, se as pessoas não evoluem na arte da comunicação, não sobem, mas descem. Fácil perceber que se não há evolução, certamente há uma “involução”. Não se pode nem ficar parado, pois a inércia também significa “involuir”.

As sociedades empresárias deste século procuram pessoas que:

- sejam facilitadoras,
- melhor se adaptam a situações e pessoas,
- dominam o improviso, a sagacidade e a boa interpretação de idéias.

Falar é uma arte... e aqueles que dominam o poder da palavra terão o mundo aos seus pés.

O SEGREDO DE TUDO

Existem alguns segredos para ser um bom comunicador.

1) O principal deles é conseguir se adaptar a todos os tipos de grupos.  O objetivo é "qualquer que seja o segmento, as pessoas levarão uma boa impressão sua, pois você possui uma conversa agradável, positiva e cheia de posições interessantes".

2) Ser alguém que detém conhecimento em diversas áreas, isso não quer dizer conhecimento superficial.  Aprimore-se naquilo que você quer entender. Saiba mais sobre os assuntos que lhe interessam.

3) Escolha bem as palavras que utiliza: evite as que sobrecarregam (de forma negativa, principalmente) aquilo que você quer dizer.  Um exemplo disso:

você pode dizer: "Estou acabado; esse maldito trânsito me infernizou a vida hoje e perdi tudo!", ou tentar algo mais suave:
"Perdi diversos compromissos devido ao trânsito. Isso realmente me deixou exausto."

Apesar de a idéia ser a mesma, repare como a forma de falar torna você uma pessoa melhor aos olhos de quem te cerca. < Percebi isso hoje, devemos nos expressar melhor.

4) Observe se seus comentários são pertinentes e interativos (diálogo não é um monólogo).  Saiba ouvir e aprender com todos.

AS DICAS PARA UM INÍCIO

É importante lembrar que "nada acontece da noite para o dia". Serão necessários alguns esforços imediatos.

1) Inicialmente, opte por fazer um certo policiamento daquilo que você fala.  Uma vez falado, torna-se difícil corrigir.  Escolher bem as palavras é uma arte, que pode tornar você uma pessoa mais interessante, principalmente se primar por palavras de caráter positivo, independente do que queira falar.  Idéias positivas constroem o mundo.

2) Exercite a conversação. Se timidez bater, não se retraia, tenha em mente que a melhor maneira de combater uma dificuldade é enfrentá-la. Procure aprimorar, todos os dias, seu linguajar.  Se nos últimos 30 dias você não acrescentou palavras ao seu vocabulário, significa que sua mente realmente está precisando uma reciclagem.

3) Faça exercícios para aliar seu novo vocabulário e sua destreza mental com os conceitos que já tem:
a) exercite palavras cruzadas, elas auxiliam na adição de novas palavras a seu vocabulário;
b) faça leituras de textos inteligentes, assuntos que não estejam só no direcionamento "popular";
c) escreva textos. Coloque no papel suas as idéias;
d) releia seus textos depois de 3 meses: se achá-los pobres de conteúdo, ótimo! sinal de seu vocabulário progrediu;
e) imagine esse mesmo texto lido por diversas pessoas: uma criança de 10 anos, um estudante, um senhor de idade ou um intelectual - agradaria a qual deles?  O que você mudaria para adaptá-lo para atingir seu público-alvo?  

4) Repare que, em cada momento da sua vida, existe uma propensão a aprender sobre determinados assuntos.  O que era muito interessante há cinco anos, atualmente talvez nem faça mais parte de seus valores.  Utilize da melhor forma possível essa "propensão" a compreensão dos assuntos e pesquise ao máximo sobre os que são de seu interesse.  Leia, escreva sobre eles, comente de forma informal, treine o conhecimento adquirido.  Em 15 anos isso fará uma grande diferença não só na sua vida profissional, mas em você como ser humano.

5) Falar bem pode ser para qualquer um, desde que haja dedicação. Falar bem é um comportamento aprendido, desenvolve-se estudando como se faz.  Mais uma vez, enfrente a timidez e o medo, e veja que a melhoria acontece quanto mais você treina.  Elimine as gírias de seu vocabulário.  Mesmo nos trocadilhos, deve-se tomar cuidado, pois eles podem afetá-lo quando realmente precisar corretamente.

6) Tenha um dicionário a mão ou no seu computador, a exemplo do que tenho aqui neste momento quando escrevo este artigo.  Se preciso encontrar agora uma palavra ou um sinônimo para o texto, numa simples busca (seja no dicionário manual ou no virtual) surge um mundo novo, e, de quebra, uma dezenas de idéias novas.  O nosso cérebro funciona por associação: uma palavra ou uma frase desencadeia uma imensidão de novos horizontes.

7) É interessante que a quantidade de palavras que você utilize tenha uma carga de informações agradáveis de se ouvir, e facilidade de entendimento para todos os públicos possíveis.  Em outras palavras, falar sobre assuntos pertinentes à maioria dos segmentos aos quais você está ligado.

Cool Procure ler um artigo e explicar para você mesmo, na frente do espelho, o teor do assunto.  Perceba quais são os vícios de linguagem que você tem e o quanto eles prejudicam seu desenvolvimento.  Procure explicar com palavras e não com gírias.

9) Escreva um texto de 10 linhas sobre o assunto que desejar.  Em seguida, reescreva de outra maneira, objetivando facilitar o entendimento daquilo que tentou expressar.

Assim, falar de qualquer assunto passa a ser uma "arte".

PARA SE COMUNICAR BEM

Quem gosta de ouvir alguém que fala de forma insegura, com olhos tensos, voz ardida, na esperança de alguma aceitação, ou de ler textos sem pontuação, sem profundidade de conceitos?

Não atingir o grupo ao qual se pertence, não conseguir projeção para suas idéias podem fazer você se sentir inferior.  Essa rejeição pode ser fruto de argumentos banais, recheados de vulgaridades.  Quem entende as coisas de forma supérflua, entende nada de tudo.

A profundidade é que gera idéias, novos conceitos e paradigmas interessantes, passíveis de um bom entendimento e aceitação.

Comunicar-se, nos dias atuais, tem um sentido diferente. Você não pode se tornar uma pessoa enfadonha de se ouvir.  Para se ter êxito na apresentação de suas idéias, é preciso praticamente o desempenho de um show na abordagem.  A ênfase, o tom de voz, a velocidade que profere cada frase, a motivação farão verdadeiros milagres. Não tenha dúvidas, portas serão abertas!

Assim como nosso estômago, nossa mente também se alimenta.  Imagine quando você abre uma geladeira.  Há momentos em que você quer comer uma fruta, noutros quer um iogurte, uma salada ou algum alimento salgado.   Seu cérebro funciona de forma parecida, mas os alimentos que ele deseja advêm do conhecimento: uma hora ele lhe passa uma vontade de viver e sentir as nuances de um bom romance; noutra quer uma informação sobre história e o contexto atual da sua vida, ou como melhorar suas relações sociais nos próximos 30 dias; daqui a pouco ele quer uma volta ao mundo por imagens pitorescas!  Aprenda a decifrar o que seu cérebro requer.

Porém, apenas receber a informação não é o suficiente.  É necessário captar e "metamorfoseá-la" ao seu estilo. Entenda: a transformação de tudo o que você capta, através de princípios coerentes, é que faz a grande diferença. Esse é o fator que vai ser o seu grande diferencial nesse mundo competitivo, que, cada vez mais, exclui os alienados.

Não esqueça que a velocidade de informações deve ter um filtro. Se não houver essa peneira, corre-se o risco de se ser superficial em tudo: assuntos demais para sabedoria de menos.  Um arrastão de informações das quais você colhe pouca coisa nobre... e o pior, não consegue quantificar em palavras aquilo que mais lhe deixa feliz em aprender, conhecer... e vivenciar.

O mundo não tem tempo para ensinar.  Você é quem deve ampliar sua capacidade de comunicação, e o tempo é AGORA!

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Livros Indicados:

Inteligência Social - Karl Albrecht
Inteligência Emocional e a Arte de Educar Nossos Filhos - John Gottman
Inteligência Emocional - Daniel Golleman
Desperte o Gigante Interior - Anthony Robbins
A Era da Incerteza - John Kenneth Galbraith
A Terceira Onda - Alvin Toffler
Powershift - Alvin Toffler

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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Michael H. Jackman em Sex Maio 29, 2015 8:29 pm

Boa!
a maioria no Brasil parece um bando de jegues que não se dão "ao luxo" de escrever certo.
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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Suelen em Sex Maio 29, 2015 9:13 pm

Não acho que eles sejam jugues. Só acho que a educação do Brasil ta lá em baixo.

O poder da... = Concordo com vc. Um bom exemplo foi o tópico que fiz. Todos enterpretaram mal o que eu disse. Sobre o assunto do aborto eu não acho que a culpa seja só de uma pessoa. Acho que a culpa é dos dois. Que procura, acha. Eles procuraram ter um filho, agora tem que arcar com as consequencias. A educação do Brasil está lá em baixo e o Computador também não está ajudando muita gente.
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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Admin em Sex Maio 29, 2015 9:25 pm

Bom eu não posso nem reclamar do Brasil se infelizmente eu não leio como deveria! E a leitura é fundamental para uma boa escrita! (E nem por falta de tempo mas por preguiça mesmo!) Rolling Eyes
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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Rayner em Sex Maio 29, 2015 10:05 pm

Michael H. Jackman escreveu:Boa!
a maioria no Brasil parece um bando de jegues que não se dão "ao luxo" de escrever certo.

Eles não são jegues. Jegues são as pessoas que deveriam melhorar a educação das pessoas e não estão fazendo nada quanto a isso.

Não acho que eles sejam jugues. Só acho que a educação do Brasil ta lá em baixo.

O poder da... = Concordo com vc. Um bom exemplo foi o tópico que fiz. Todos enterpretaram mal o que eu disse. Sobre o assunto do aborto eu não acho que a culpa seja só de uma pessoa. Acho que a culpa é dos dois. Que procura, acha. Eles procuraram ter um filho, agora tem que arcar com as consequencias. A educação do Brasil está lá em baixo e o Computador também não está ajudando muita gente.

Sim. Me atacaram quando eu estava desarmado. Hoje em dia as pessoas gostam mais é de esconder o mico. As pessoas tinham que fazer algo com a educação dos filhos.

Bom eu não posso nem reclamar do Brasil se infelizmente eu não leio como deveria! E a leitura é fundamental para uma boa escrita! (E nem por falta de tempo mas por preguiça mesmo!) Rolling Eyes

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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Michael H. Jackman em Sex Maio 29, 2015 10:08 pm

mas do que adianta uma boa educação se a pessoa não se interessa em estudar?
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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Yugi Santos em Sex Maio 29, 2015 11:08 pm

Aiiiii, falou tudo agora.

Esse tópico pode ajudar muita gente.

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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

Mensagem por Rayner em Sab Maio 30, 2015 12:43 pm

Michael H. Jackman escreveu:mas do que adianta uma boa educação se a pessoa não se interessa em estudar?

Verdade. Não iria adiantar muita coisa.

Aiiiii, falou tudo agora.

Esse tópico pode ajudar muita gente.

Sim, mas poucas pessoas vão se interessar em ler.
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Re: A arte da comunicação e do entendimento.

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